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Aconteceu o que era para acontecer, o jeito como aconteceu é que não deu para controlar.
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Sempre me senti fora de contexto. Literalmente, tropeçando pela vida.
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Eu tinha apenas 16, e já achava que eu sabia demais, tudo que eu tinha era um quarto e o dinheiro dos meus pais, e alguns amigos que cabiam numa mão.
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E pra que insistir em algo, que desde nunca te fez bem?
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Vontade de correr e te abraçar.
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Mas,
eu não consigo, cara.
Não consigo ficar bravo contigo, não consigo virar as costas para você e partir. Não consigo não te mandar uma mensagem, ou não te ligar.
Eu não consigo não depender de você. É que… Sei lá.
Você tem um efeito enorme sobre mim.
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Estou me relendo tanto, que chego ao ponto de não achar uma definição correta para simplificar alguns questionamentos sobre quando me perguntarem: quem és tu? Sinceramente não sei, no entanto pretendo não ser ninguém, futuramente continuarei assim; ainda prefiro viver nesse meu sentido desconhecido, sem sentir, dizer ou sonhar nada que fuja fora de mim tão inexplicavelmente. E porque eu me descreveria? Serio, juro que já tentei, mas é tanta idiotice que fico irritado comigo mesmo. E veja essa minha animação toda ao falar de mim, veja bem, onde acha graça? Quem um dia me conheceu bem, hoje ver tantas dúvidas em mim. Como uma certa vez eu vi uma frase da Clarice Lispector que dizia “Sou uma pergunta”, acho que essa definição cairia bem sobre mim, pois quem um dia quisesse saber como estou que me pergunte, quem sabe por sorte ele descubra algo que nunca serei, normal.